Muitos talvez achem estranho eu falar sobre o tema. Quem me conhece, ou achará que é brincadeira ou... provavelmente achará que não serei capaz de discorrer seriamente sobre o assunto. E a vocês posso perguntar: quem melhor do que eu para falar sobre sedentarismo? Quem conhece melhor o que é isto? Não, não se trata de piada, mas de algo muito sério.
Comecemos pela própria evolução humana: qual foi o maior elemento motivador das inovações tecnológicas? Não há a mínima dúvida que a lei que regeu e rege primordialmente as invenções do homem foi a do mínimo esforço. Desde a roda, tudo foi feito para que se pudesse alcançar o objetivo gastando a menor quantidade de energia possível. O desejo de fazer mais coisas com cada vez menos esforço é a mola propulsora do progresso. Hoje pode-se trabalhar (e ser produtivo, como exige nosso capitalismo, mas isso é pauta para outra postagem...) sem sequer levantar as nádegas da cadeira em frente ao computador e até tornar-se rico com isto. Assim, a própria sociedade leva ao indivíduo ao desejo de mover-se menos, mesmo que ele não se aperceba disto.
E isto é algo insidioso, que vai corroendo o ser, e pode-se mesmo comparar ao vício de fumar, ou ao alcoolismo. Quanto menos se faz, menos quer-se fazer. Sim, somos seres racionais e não queremos o nosso próprio mal, mas mesmo assim fumamos, bebemos, nos drogamos e somos sedentários (CLARO que genericamente falando, não faço todas estas coisas...) Nem sempre o modo como se vive é aquele o que se sonhou. Talvez quase nunca, mas devemos, com todo o esforço, lutarmos para que isto não aconteça.
Vou iniciar a luta. Parar de fumar foi fácil comparado ao que tenho pela frente. Desejem-me sorte.